terça-feira, julho 26, 2011

Por que você se foi?????



Vai fazer falta, menina... mas eu te entendo... é muita mediocridade nesse planetinha de macacos vestidos. Não dava pra ficar muito tempo... muito menos sóbria.
Tua voz é tua alma.... e como a alma não morre, é um consolo e uma esperança de poder algum dia te ouvir cantar mais uma vez.

segunda-feira, junho 20, 2011

Revolução Francesa e vida privada - 16

1 
5
6
7
9
14 1516

A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DE EROS

Os Contes philosophiques de Sade minavam o ideal revolucionário, não por rejeitá-lo, mas por levar sua lógica ao extremo, chegando ao resultado mais repulsivo. Segundo Maurice Blanchot, “ele formula uma espécie de Declaração dos Direitos do Erotismo”, onde a natureza e a razão servem aos direitos de um egoísmo absoluto. AO longo de toda a sua obra, SAde inverte o habitual triunfo da virtude sobre o vício.

A obra de Sade glorificava e ao mesmo tempo desencaminhava a liberdade, a igualdade e a fraternidade. A liberdade consistia no direito de buscar o prazer sem consideração pela lei, pelas convenções, pelos desejos dos outros (e essa liberdade, ilimitada para alguns, significava em geral a escravidão das mulheres escolhidas). Buscavam-se os prazeres na igualdade, e ninguém tinha direito a eles por nascimento; venciam apenas os mais impiedosos e os mais egoístas (quase sempre homens).

O privado ocupa um lugar muito especial nos romances de Sade. Ele é necessário para os jogos mais extremos e mais cruéis, apresentando-se quase sempre sob a forma de uma prisão.

quinta-feira, maio 26, 2011

O.K.

Na Zero Hora de hoje:

Você sabia...
...que durante a Guerra de Secessão, nos Estados Unidos (1861-1865), quando as tropas voltavam para o quartel, após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa "O Killed" (zero mortos)? Daí surgiu a expressão O.K. para indicar que tudo está bem.



Existe uma outra versão sobre o "OK". Seria  a sigla de Old Kinderhookapelido de Martin van Buren, oitavo presidente americano. A sigla teria sido usada para sua campanha à reeleição em 1840. 
Martin van Buren

terça-feira, maio 24, 2011

Revolução Francesa e vida privada - 15

Marquês de Sade

1 
5
6
7
9
14  15 16        


SADE OU A REVOLUÇÃO DO SEXO
 
Há um exemplo que não pode ser ignorado em nenhuma história da vida privada: é o do marquês de sade. Os textos de Sade exploraram os limites mais extremos da sexualidade, que certamente constitui umas das dimensões mais importantes da vida privada, e ainda hoje essas explorações definem os limites da consciência moderna sob vários aspectos. Será uma coincidência que as principais obras de Sade tenham sido compostas entre 1785 e 1800?
 
Apesar de suas origens nobres, Sade sobreviveu à Revolução em Paris, escrevendo peças e até trabalhando como funcionário (secretário da seção de Piques), antes de permanecer vários meses recluso, em 1794, na mesma prisão em que se encontrava Laclos.
 
Numa época em que os novos gabinetes de leitura, que começaram a se multiplicar em Paris a partir de 1795, estimulavam uma produção literária constante (de 4 mil a 5 mil títulos entre 1790 e 1814, segundo estimativas) e um gosto crescente pelo romance a obra de Sade contava com um público significativo.
Pierre-Ambroise-François Choderlos de Laclos
 
 

 

segunda-feira, maio 23, 2011

Duas mães do 11 de setembro


Duas mães do 11 de setembro. Uma perdeu o filho no atentado, a outra teve seu filho condenado a prisão perpétua por estar envolvido nos atentados.

quinta-feira, maio 19, 2011

Quando meu avião caiu

Depois de alguns dias sem postar, volto com um vídeo que vale a pena assistir.



sexta-feira, maio 06, 2011

quinta-feira, abril 28, 2011

Salvando faces


É meio pesado de ver algumas cenas, mas vale a pena.



quarta-feira, abril 27, 2011

Mark Bezo: Um bombeiro voluntário



Revolução Francesa e vida privada - 11

 

 

1 
5
6
7
9
14  15 16        


DIREITO AO DIVÓRCIO

O divórcio foi a consequência lógica das ideias liberais expressas na Constituição de 1791. O artigo 7 tinha secularizado o casamento: “A lei agora considera o casamento apenas como um contrato civil”. Se o casamento era um contrato civil fundado sobre o consentimento de ambas as partes, ele poderia ser rompido.




sexta-feira, abril 22, 2011

Curtindo o feriado...



Minha sobrinha nasceu ontem!



Bruna: minha sobrinha e afilhada.

Nascida linda, com dedos de pianista e cílios de atriz de cinema, é uma fofura de menina!!!

quarta-feira, abril 20, 2011

Jacqueline Novogratz

Cada um de nós quer viver uma vida com propósito, mas onde começar? Nessa luminosa  palestra, Jacqueline Novogratz nos apresenta a pessoas que ela conheceu no seu trabalho de "ïnvestimentos de longo prazo" - pessoas que se dedicaram a uma causa, a comunidade, a paixão pela justiça. Estas histórias humanas levam a poderosos momentos de inspiração.


Para refletir bastante.

domingo, abril 17, 2011

Revolução Francesa e vida privada - 7

1 
5
6
7
9
14            
mariaantonieta3
MUDAR AS PALAVRAS

Lynn Hunt lembra que, se o ambito político adentra o privado, elementos do privado chegam ao público. Um desses elementos é a linguagem
“O tratamento familiar por “tu” se generalizou. Em outubro de 1793, um sans-culotte zeloso encaminhou à Convenção uma petição “em nome de todos os meus comitentes” para que se votasse um decreto determinando que todos os republicanos “tratem indistintamente por ‘tu’ todos aqueles ou aquelas com quem falem a sós, sob pena de serem declarados suspeitos”. Ele alegava que tal prática levaria a “menos orgulho, menos distinção, menos inimizades, mais familiaridade no tratamento, mais pendor para a fraternidade; consequentemente, mais igualdade”.
 
Foi recusada a obrigatoriedade do uso do “tu”, mas ele se generalizou a despeito de ser ou não obrigatório.
O linguajar “chulo” invadiu a vida pública, através de panfletos e jornais:
 
“Em pouco tempo, as expressões vulgares bougre [bicha ou patife], foutre [caramba, diabo] e  torche-cul [limpa-cu] se tornaram termos correntes, que podiam ser lidos ao lado de uma lista interminável de “pragas do mais puro estilo” (desde tonnerre de Dieu até vingt-cinq mille millions de pétards).”
 
Nas descrições de Maria Antonieta, o linguajar chulo parece chegar ao ápice:
“A tigresa austríaca era vista em todas as cortes como a mais miserável  prostituta da França. Ela era amplamente acusada de  chafurdar na lama com criados, e seria difícil distinguir quem era  o pulha que havia fabricado os abortos coxos (sic), corcundas, gangrenosos, saídos de seu  ventre triplamente enrugado” (Le  Père  Duchesne). Maria Antonieta era apresentada como a antítese de  tudo o que as mulheres deviam representar: uma besta selvagem  ao invés de uma força civilizadora, uma prostituta ao invés de  uma mulher séria, um monstro gerando criaturas disformes ao  invés de uma mãe. Ela era a expressão última e mais baixa daquilo que — no temor dos revolucionários — ocorreria às mulheres  caso ingressassem no universo público: já não seriam mulheres,  e sim medonhas perversões do sexo feminino.”
 
O Estado passou a exigir o uso do Francês ao invés de dialetos e regionalismos. Barère explicou a decisão: “Em um povo  livre, a língua deve ser uma única e a mesma para todos”.
O conflito entre o público e o privado se deslocou para o terreno linguístico; as novas escolas tinham como tarefa propagar o francês,  principalmente na Bretanha e na Alsácia, e todos os textos oficiais  eram publicados em francês. Em muitas regiões, a língua oficial  era o francês, ao mesmo tempo relegando os regionalismos e os  dialetos para o âmbito privado.
Para alguns, a perda da vida privada foi compensada com a criação de uma linguagem privada. Os soldados — que, com o  recrutamento, abandonavam toda e qualquer vida pessoal — criaram um “falar dos veteranos” para se diferenciarem dos  “paisanos”, que não pertenciam às forças militares. Eles dispunham de seus próprios termos para designar o equipamento, o uniforme, as divisões do Exército (os soldados de guarda viraram os “imortais”), os incidentes nos campos de batalha, o soldo  (o dinheiro foi batizado de “baixela de bolso”) e até as fichas de  loto (o 2 era a “franguinha”, o 3 era a “orelha do judeu”). O  inimigo alemão era conhecido como “cabeça de chucrute” e o inglês, mais simplesmente, era o “goddam”.*
* Goddam: derivado da expressão inglesa God damn, “Que Deus te condene”, “Vá para o inferno”. (N. T.)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
maria antonieta
Maria Antonieta
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Barere

Bertrand Barère