quinta-feira, abril 28, 2011

Salvando faces


É meio pesado de ver algumas cenas, mas vale a pena.



quarta-feira, abril 27, 2011

Mark Bezo: Um bombeiro voluntário



Revolução Francesa e vida privada - 11

 

 

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DIREITO AO DIVÓRCIO

O divórcio foi a consequência lógica das ideias liberais expressas na Constituição de 1791. O artigo 7 tinha secularizado o casamento: “A lei agora considera o casamento apenas como um contrato civil”. Se o casamento era um contrato civil fundado sobre o consentimento de ambas as partes, ele poderia ser rompido.




sexta-feira, abril 22, 2011

Curtindo o feriado...



Minha sobrinha nasceu ontem!



Bruna: minha sobrinha e afilhada.

Nascida linda, com dedos de pianista e cílios de atriz de cinema, é uma fofura de menina!!!

quarta-feira, abril 20, 2011

Jacqueline Novogratz

Cada um de nós quer viver uma vida com propósito, mas onde começar? Nessa luminosa  palestra, Jacqueline Novogratz nos apresenta a pessoas que ela conheceu no seu trabalho de "ïnvestimentos de longo prazo" - pessoas que se dedicaram a uma causa, a comunidade, a paixão pela justiça. Estas histórias humanas levam a poderosos momentos de inspiração.


Para refletir bastante.

domingo, abril 17, 2011

Revolução Francesa e vida privada - 7

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mariaantonieta3
MUDAR AS PALAVRAS

Lynn Hunt lembra que, se o ambito político adentra o privado, elementos do privado chegam ao público. Um desses elementos é a linguagem
“O tratamento familiar por “tu” se generalizou. Em outubro de 1793, um sans-culotte zeloso encaminhou à Convenção uma petição “em nome de todos os meus comitentes” para que se votasse um decreto determinando que todos os republicanos “tratem indistintamente por ‘tu’ todos aqueles ou aquelas com quem falem a sós, sob pena de serem declarados suspeitos”. Ele alegava que tal prática levaria a “menos orgulho, menos distinção, menos inimizades, mais familiaridade no tratamento, mais pendor para a fraternidade; consequentemente, mais igualdade”.
 
Foi recusada a obrigatoriedade do uso do “tu”, mas ele se generalizou a despeito de ser ou não obrigatório.
O linguajar “chulo” invadiu a vida pública, através de panfletos e jornais:
 
“Em pouco tempo, as expressões vulgares bougre [bicha ou patife], foutre [caramba, diabo] e  torche-cul [limpa-cu] se tornaram termos correntes, que podiam ser lidos ao lado de uma lista interminável de “pragas do mais puro estilo” (desde tonnerre de Dieu até vingt-cinq mille millions de pétards).”
 
Nas descrições de Maria Antonieta, o linguajar chulo parece chegar ao ápice:
“A tigresa austríaca era vista em todas as cortes como a mais miserável  prostituta da França. Ela era amplamente acusada de  chafurdar na lama com criados, e seria difícil distinguir quem era  o pulha que havia fabricado os abortos coxos (sic), corcundas, gangrenosos, saídos de seu  ventre triplamente enrugado” (Le  Père  Duchesne). Maria Antonieta era apresentada como a antítese de  tudo o que as mulheres deviam representar: uma besta selvagem  ao invés de uma força civilizadora, uma prostituta ao invés de  uma mulher séria, um monstro gerando criaturas disformes ao  invés de uma mãe. Ela era a expressão última e mais baixa daquilo que — no temor dos revolucionários — ocorreria às mulheres  caso ingressassem no universo público: já não seriam mulheres,  e sim medonhas perversões do sexo feminino.”
 
O Estado passou a exigir o uso do Francês ao invés de dialetos e regionalismos. Barère explicou a decisão: “Em um povo  livre, a língua deve ser uma única e a mesma para todos”.
O conflito entre o público e o privado se deslocou para o terreno linguístico; as novas escolas tinham como tarefa propagar o francês,  principalmente na Bretanha e na Alsácia, e todos os textos oficiais  eram publicados em francês. Em muitas regiões, a língua oficial  era o francês, ao mesmo tempo relegando os regionalismos e os  dialetos para o âmbito privado.
Para alguns, a perda da vida privada foi compensada com a criação de uma linguagem privada. Os soldados — que, com o  recrutamento, abandonavam toda e qualquer vida pessoal — criaram um “falar dos veteranos” para se diferenciarem dos  “paisanos”, que não pertenciam às forças militares. Eles dispunham de seus próprios termos para designar o equipamento, o uniforme, as divisões do Exército (os soldados de guarda viraram os “imortais”), os incidentes nos campos de batalha, o soldo  (o dinheiro foi batizado de “baixela de bolso”) e até as fichas de  loto (o 2 era a “franguinha”, o 3 era a “orelha do judeu”). O  inimigo alemão era conhecido como “cabeça de chucrute” e o inglês, mais simplesmente, era o “goddam”.*
* Goddam: derivado da expressão inglesa God damn, “Que Deus te condene”, “Vá para o inferno”. (N. T.)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Maria Antonieta
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Barere

Bertrand Barère

Cometemos os mesmos erros econômicos que os macacos

que vergonha.. hehehehe

Laurie Santos


sábado, abril 16, 2011

Charles Chaplin





Revolução Francesa e vida privada - 6

 
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MUDAR A DECORAÇÃO DO COTIDIANO

Os objetos do espaço privado não foram esquecidos. Os mais íntimos objetos trazem a marca do ardor revolucionário.
Na residência dos patriotas abastados, encontram-se “camas  estilo Revolução” ou “estilo Federação”. As porcelanas e faianças são enfeitadas com divisas ou vinhetas republicanas. As  tabaqueiras, os estojos de barba, os espelhos, os cofres e até os  jarros de lavatório são decorados com cenas das jornadas revolucionárias ou com alegorias. A Liberdade, a Igualdade, a Prosperidade, a Vitória, sob a forma de jovens deusas encantadoras,  enfeitam os espaços privados da burguesia republicana. Mesmo  os alfaiates ou os sapateiros mais pobres ostentam nas paredes os calendários revolucionários com o novo sistema de datação e  as inevitáveis vinhetas republicanas. É inquestionável que os retratos dos heróis antigos e revolucionários e os quadros históricos mostrando os acontecimentos fundadores da República não chegaram a substituir integralmente as gravuras e imagens da  Virgem e dos santos, e não se pode afirmar com segurança que  as atitudes populares tenham sofrido modificações profundas  com essa tentativa de nova educação política. Mas, por outro  lado, é certo que a invasão dos novos símbolos públicos nos espaços privados foi determinante para a criação de uma tradição  revolucionária. Da mesma forma, todos os retratos de Napoleão  e as numerosas representações de suas vitórias ajudaram a criar  a lenda napoleônica. A nova decoração do espaço privado teve  consequências a longo prazo, graças  à  vontade dos dirigentes  revolucionários e seus amigos de politizar todas as coisas.
FaiançaRevolução
Faiança estilo revolução
Calendrier-republicain-debucourt2
Calendário Republicano
 
 
Sans-Culottes
Sans-culottes
Histoblog078
partitura da Marselhesa

É bom negar a ciência?


sexta-feira, abril 15, 2011

Revolução Francesa e vida privada - 5


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boily Sans-culotte
revfrancesa2
barrete frígio
roseta tricolor

"Não coma o marshmallow"

Um dos meus vídeos preferidos


Nesta pequena palestra na TED U, Joachim de Posada compartilha um experimento marcante sobre gratificação postergada e conta como os resultados podem prever o sucesso futuro. Com um vídeo impagável de crianças resistindo a comer o marshmallow.



quinta-feira, abril 14, 2011

Dia internacional do café

Revolução Francesa e vida privada - 4


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Louis-Charles-Auguste Couder -
Inauguração dos Estados Gerais (5 Maio 1789)
óleo sobre tela -1839


MUDAR AS APARÊNCIAS

Lynn Hunt, neste item do capítulo, dá a preocupação constante com o vestuário como um exemplo de "invasão do público no espaço privado" durante a Revolução.


"Desde a abertura dos Estados Gerais, em 1789, a roupa possui um significado político. Michelet descreveu a diferença entre a sobriedade dos deputados do Terceiro Estado, à frente da procissão de abertura - 'uma massa de homens, vestidos de negro [...] com trajes modestos' - e 'o pequeno grupo refulgente dos deputados da nobreza [...] com seus chapéus de plumas, suas rendas, seus paramentos de ouro'. [...]
Em 1790, os jornais dedicados à moda apresentam um 'traje estilo Constituição' para as mulheres que, em 1792, se torna o "chamado traje estilo igualdade com um toucado muito em moda entre as republicanas'. Segundo o Journal de la Mode et du Goût, a 'grande dama' de 1790 veste 'cores listradas estilo nação', e a 'mulher patriota' usa 'tecido de cor azul-rei com chapéu de feltro negro, fita do chapéu e roseta tricolores".

roseta tricolor



sans-culottes usando rosetas tricolores em seus barretes 

Um milhão de dólares


Mais provocações interessantes de James Randi.
Quem se habilita???

quarta-feira, abril 13, 2011

Revolução Francesa e vida privada - 3



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Robespierre


Os revolucionários exigem que tudo seja público. A idéia de "coisa pública" (res pública) é extendida a tudo.
As reuniões políticas deviam ser abertas, o que fez com que se tornassem numerosas e com freqüentes interrupções.
Houve um rompimento nos limites entre o homem público e o homem privado. A vida moral do indivíduo passou a demarcar sua posição política.
Essa confusão de ordens é lembrada pela autora no discurso de Robespierre em 5 de fevereiro de 1794, por ela citado. Neste discurso ele contrapõe o que seriam as virtudes da repúplica aos vícios da monarquia:

Em nosso país, queremos substituir o egoísmo pela moral, a honra pela probidade, os usos pelos princípios, as conveniências pelos deveres, a tirania da moda pelo império da razão, o desprezo à desgraça pelo desprezo ao vício, a insolência pelo orgulho, a vaidade pela grandeza de alma, o amor ao dinheiro pelo amor à glória, a boa companhia pelas boas boas pessoas, a intriga pelo mérito, o espirituoso pelo gênio, o brilho pela verdade, o tédio da volúpia pelo encanto da felicidade, a mesquinharia dos grandes pela grandeza do homem [...]

Atlas 3D do universo


Esse vídeo vai pro Beto!




Pelos últimos 12 anos, Carter Emmart tem coordenado o esforço de cientistas, artistas e programadores para construir uma visão em 3D completa do universo. Ele demonstra esse atordoante tour e explica como isso está sendo compartilhado com instalações ao redor do mundo.

terça-feira, abril 12, 2011

Revolução Francesa e vida privada - 2



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A agressão à vida privada, citada por Lynn Hunt é feita pela mentalidade revolucionária que via o privado meio de "intrigas", "conspirações", "traição à nação".

"Os revolucionários se empenharam em traçar a distinção entre o público e o privado. Nada que fosse particular (e todos os interesses eram particulares por definição) deveria prejudicar a vontade geral da nova nação. De Condorcet a Thibaudeau e Napoleão, a palavra de ordem era a mesma: 'Não pertenço a nenhum partido'. As facções, a política partidária - a política de grupos privados e de particulares - viraram sinônimos de conspiração, e os 'interesses' significavam uma 'traição à nação'."

Condorcet
Thibaudeau

Napoleão I
 

Guarde suas metas para si-mesmo



Logo que traçamos um novo plano de vida, nosso primeiro instinto é contar a alguém, mas Derek Sivers afirma que é melhor guardar segredo sobre as metas. Ele apresenta pesquisas realizadas desde a década de 1920 mostrando porque as pessoas que falam sobre suas ambições podem ter menor probabilidade de realizá-las.

segunda-feira, abril 11, 2011

Uma leve brisa...

Oi

Vc que é um dos 7 ou 8  leitores desse blog vai poder compartilhar comigo um vídeo diário do TED.
TED é um projeto maravilhoso que reúne mentes brilhantes da atualidade para apresentar suas pesquisas,  projetos, sonhos e divagações.
Depois do beijo de bom dia do meu amor é a coisa mais bacana que rola antes do meu almoço.
É uma leve brisa que refresca minha mente saturada da mediocridade do mundo.
Então por que não postar por aqui?...
Espero que gostem.

Aqui vai o que assisti hoje.



Revolução Francesa e vida privada - 1


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177[amolenuvolette.it]1794-1795 la disette du pain car l'hiver est très rude gouache des frères le sueur






100[amolenuvolette.it]1792 un sans-culotte
Este artigo de Lyn Hunt traz informações importantíssimas sobre a relação público-privado no período revolucionário, mostrando seus avanços e retrocessos, além de apresentar elementos para entendermos a vida privada pós revolução.
Vou fazer vários posts sobre este artigo, colocando algumas citações e comentários, quando forem oportunos.
"O domínio da vida pública, principalmente entre 1789 e 1794, ampliou-se de maneira constante, preparando o movimento romântico do fechamento do indivíduo sobre si mesmo e da dedicação à família, num espaço doméstico determinado com maior precisão. No entanto, antes de chegar a esse termo, a vida privada iria sofrer a mais violenta agressão já vista na história ocidental.”

Amanhã diremos qual agressão foi esta.